Nos últimos dias tenho acompanhado de perto um drama familiar que, sinceramente, não imaginei que um dia tivesse que encarar de frente.
Nunca gostei de pensar na morte dos meus entes queridos, nunca entendi porque eles tinham que partir. Como é duro se despedir de quem se ama, mas como é mais difícil ainda ver alguém que a gente ama sofrer e pior, ouvir dos médicos que não podemos fazer nada.
Nesse momento a sensação de impotência é grande. A gente procura uma fé que nem sabe se tem.
O choro tem feito parte dos meus dias, mas não só ele, a reflexão sobre o sentido da vida também. Não só sobre o sentido da vida, mas principalmente sobre o sentido da morte.
Há tempos meu marido vem pedindo que eu leia O Livro Tibetano do Viver e do Morrer, escrito por Sogyal Rimpoche, um mestre de meditação budista.
Ainda não iniciei a leitura. Sei que o livro fala sobre a transformação da vida e nos ensina a auxiliar os que estão partindo. Ele é considerado “um manual, um guia, um livro de referência, uma fonte sagrada de inspiração que foi escrita com o propósito de convidar a todos para serem “servidores da paz”, trabalhando nesse mundo com alegria, sabedoria e compaixão e, desse modo, participar na defesa do futuro da humanidade” (trecho retirado da contra-capa).
Nos próximos posts espero poder falar um pouco mais sobre essa leitura, mas esse post foi mais um desabafo, a maneira de colocar para fora um pouco dessa tristeza.
Tenho fé que uma reviravolta pode acontecer e assim quem sabe, a alegria volte aos nossos corações.
Oi Adri. Não conheço esse livro mas espero que os princípios que estejam contidos lá possam trazer alívio ao seu coração. Escrever post com reflexões sobre a natureza da vida e sobre nossa passagem por aqui nos fazem pensar nas coisas à nossa volta não? Abr!
Dri!Não é nada fácil,nos acostumamos com as pessoas,gostamos delas,e pensamos sim que é para sempre,mas o que fazer?Sabemos que é parte da história dela,da sua evolução,do aprendizado pessoal de cada um.Queremos todos unidos,queremos todos conosco e a cada dia mais aprendemos que nossos caminhos são únicos.Sabe, adorei uma entrevista so Selton Mello que se diz avesso à badalações.Ele disse que não podemos perder tempo com atividades vazias porque o tempo é inexorável,excelente em sair correndo,escapando como areia em nossas mãos.Abç.